Como a injeção direta de gasolina está acabando com o mito do diesel

Você está de olho naquele Volkswagen Jetta TDI. Os números são sedutores. Quase 50 mpg na rodovia. Esse tipo de eficiência geralmente exige um trem de força a diesel, uma fera mecânica conhecida por torque e economia. Mas antes de assinar o contrato ou entregar as chaves, faça uma pausa. Você não precisa abandonar o tradicional motor a gasolina para chegar lá.

A tecnologia que dá ao diesel a sua lendária economia de combustível está a migrar. Está se movendo para o coração do motor a gasolina. Esta é a injeção direta de gasolina, ou GDI. Ele muda a forma como o combustível entra na câmara de combustão – a sala de explosão controlada onde seu carro realmente se move.

Em um motor com injeção padrão, o combustível não vai direto para a festa. É preciso um desvio. Ele se mistura com o ar no coletor de admissão antes de escorrer para dentro do cilindro. É indireto. É um desvio. E é ineficiente. Esse desvio desperdiça energia. Você paga pelo combustível que não queima totalmente ou contribui para o curso de potência. Você está deixando dinheiro na mesa da bomba.

GDI altera a geometria. O injetor de combustível fica diretamente dentro da câmara de combustão. Ele pula o período de espera. Ele pulveriza combustível diretamente na cabeça do cilindro. O resultado? Uma queimadura mais uniforme. Uma queimadura mais completa. O combustível não precisa entrar à força; é entregue precisamente quando e onde é necessário.

O motorista sente isso como duas coisas: melhor quilometragem e mais potência. Mais potência porque você pode executar misturas mais enxutas. Mais quilometragem porque menos combustível é desperdiçado na combustão incompleta. É a mesma vantagem fundamental que o diesel tem tido há décadas. Agora, os motores a gás estão se recuperando.

Isso nem sempre foi possível. A injeção direta para motores a gasolina representava enormes obstáculos técnicos. Injetores de alta pressão? Os primeiros protótipos falharam. Acúmulo de carbono nas válvulas de admissão? Um pesadelo para confiabilidade. Tempo preciso em altas RPMs? quase impossível com os primeiros eletrônicos. O custo era muito alto. A complexidade, muito grande. Os carros do mercado de massa não poderiam justificar isso.

Mas a tecnologia avançou. Materiais melhorados. As unidades de controle do motor ficaram mais inteligentes. A pressão para cumprir padrões de emissões e mandatos de economia de combustível mais rigorosos forçou a questão. As montadoras precisavam de uma maneira de extrair mais quilômetros de um galão sem mudar para o diesel. GDI foi a resposta.

Hoje, veio para ficar. A maioria dos principais fabricantes o adotou. Alguns já lançaram modelos que dependem dele. Outros estão planejando lançá-lo em breve. Não é mais um recurso de nicho. Está se tornando o padrão para propulsão eficiente a gasolina.

As porcas e os parafusos estão mudando. Os pistões. As válvulas. Os injetores. Todos trabalhando em conjunto para fornecer combustível com precisão cirúrgica. Se você deseja a eficiência de um diesel sem a complexidade de um trem de força diesel, procure o GDI. É a ponte entre o velho mundo do gás e o novo mundo da eficiência.

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